Como combater as alterações climáticas?

A eficiência energética, a economia circular, a descarbonização de atividades e a reutilização da água podem ajudar a reduzir as emissões de GEE.

Descarbonizar as atividades para reduzir os GEE

As alterações climáticas têm vindo a assumir-se como um tema premente e estão cada vez mais no centro das preocupações a nível global. Estas alterações, causadas pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa (GEE), essencialmente por razões antropogénicas, têm conduzido a fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e ao aumento das temperaturas médias.

Para combater e mitigar os seus efeitos, é crucial descarbonizar as atividades, de forma a reduzir as emissões de GEE (dióxidos de carbono, metano, óxido nitroso, gases fluorados, etc) dos vários setores, como a energia, transportes e indústria.

Eficiência energética é preponderante para a descarbonização

Tendo em conta a necessidade crescente em mitigar a pegada carbónica, é necessário, em primeiro lugar, calcular a baseline de emissões, que permite analisar e priorizar os pontos de atuação, ao mesmo tempo que se traçam objetivos de redução através da intervenção nos processos/atividades e se desagrega a pegada nos respetivos âmbitos (1, 2 e 3).

A eficiência energética assume um papel preponderante nos objetivos de descarbonização e envolve uma otimização da utilização de energia, já que permite reduções significativas de consumo.

Aliada à eficiência energética, surge a transição dos sistemas eletroprodutores para uma maior integração de energias renováveis, diversificando o mix energético com a incorporação de fontes como a energia solar, eólica, hídrica, entre outras.

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As águas também podem contribuir para a transição energética e descarbonização?

Através da eficiência no tratamento de micropoluentes, produção local de energia a partir de lamas de águas residuais e reutilização de água podem-se reduzir custos de operação e manutenção e também valorizar recursos até hoje subaproveitados.

Desde há alguns anos, sistemas de recuperação de calor a partir das águas residuais e a instalação de micro turbinas hidroelétricas nas redes de distribuição de água têm sido usadas para valorizar a energia contida nas tubagens e condutas.

As lamas resultantes do tratamento das águas residuais podem ser valorizadas para a produção de biogás através de processos de hidrólise térmica e digestão anaeróbia.

Transformar lamas em biogás, que, por sua vez, é fonte de energia verde, atribui um novo valor a materiais que, de outra forma, podem ser prejudiciais para o ambiente. É, também, uma forma de reduzir o consumo de combustíveis fósseis e, por essa via, contribuir para reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera.

O impacto da economia circular

Um dos benefícios da economia circular é a redução das emissões de gases com efeito de estufa e esse contributo é dado, também, pela produção de energia a partir de resíduos. Os resíduos orgânicos são um exemplo com potencial aproveitamento, nomeadamente na produção de biometano através da purificação de biogás emitido por estes, mas também para a produção de biometanol, hidrogénio ou combustível de aviação sustentável.

Existem outros casos em que os resíduos não são passíveis de serem reciclados, no entanto, devido ao seu poder calorífico, podem ser valorizados, seja em larga escala, numa central de valorização energética (como é o caso da LIPOR, onde a Veolia é parceira há mais de 20 anos), seja para produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR).

Parceria Solvay e Veolia

A parceria da Solvay e da Veolia é um exemplo de um projeto industrial de transição energética - "Dombasle Énergie” - de substituição de um combustível fóssil - o carvão-, por uma unidade de cogeração de CDR, capaz de reduzir em 50% as emissões de CO2 e continuar a garantir competitividade da histórica fábrica da Solvay em Dombasle-sur-Meurthe.

As fontes de energia a partir dos resíduos não se esgotam aqui e até a partir da recuperação e tratamento do biogás de aterro se produz biometano, um gás 100% renovável.

Seja por razões de regulação, seja por razões económicas e de mercado, a forma como as empresas vão mitigar e adaptar-se às alterações climáticas será cada vez mais premente. Traçar uma trajetória robusta com a transição para uma economia sustentável, incluindo no que se refere ao aumento máximo da temperatura em 1,5ºC, será, por isso, imprescindível.

A aprovação pela Comissão Europeia, em julho de 2023, do primeiro conjunto de normas europeias de relato de sustentabilidade (European Sustainability Reporting Standards ou ESRS) é exemplo disso mesmo. As normas de reporte terão em conta tópicos ambientais, sociais e de governance (ESG) e entre os ambientais constam a mitigação das alterações climáticas; a adaptação às alterações climáticas; os recursos hídricos e marinhos; a economia circular e utilização de recursos; a poluição do ar, da água e do solo; a biodiversidade e ecossistemas.

Uma das diretivas mais relevantes é a Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD), que visa a existência de uma base comparativa sólida e de qualidade para o reporte de sustentabilidade das empresas da União Europeia.

O surgimento dos rankings ESG fornece informações aos investidores e stakeholders acerca da performance de sustentabilidade das empresas, o que permite a tomada de decisões informadas e serve como encorajamento às empresas, de forma a melhorar as suas práticas de sustentabilidade.

Neste âmbito, é fundamental que o reporting tenha por base dados reais e fiáveis. Por exemplo, fazer o cálculo da pegada de carbono em plataformas certificadas, como o Hubgrade Carbon Footprint, certificado pela ISO:14064-1, ISO:14064-2 e GHG Protocol, traduz segurança.

A Veolia, tendo como propósito a Transformação Ecológica, apoia os seus clientes a percorrer o caminho da descarbonização rumo à neutralidade carbónica. O primeiro momento começa pelo cálculo da pegada, através do programa certificado Hubgrade Carbon Footprint, e a elaboração de roteiros de descarbonização. Numa fase seguinte, os mais de 170 anos de experiência da empresa são colocados ao serviço dos clientes na implementação das soluções com mais impacto.

Para mais informações, aceda aqui.